Alopecia na mulher: quando a queda de cabelo merece atenção
A queda de cabelo pode preocupar muitas mulheres. Embora seja normal perder alguns fios por dia, quando a queda é persistente ou quando o cabelo começa a ficar visivelmente mais fino, pode tratar-se de alopecia.
Nas mulheres, a alopecia caracteriza-se sobretudo pelo afinamento progressivo do cabelo e pela diminuição da densidade capilar, especialmente na zona superior da cabeça. Ao contrário do que acontece com maior frequência nos homens, raramente surgem zonas totalmente sem cabelo.
Esta situação torna-se mais comum com o avançar da idade e após a menopausa, estando muitas vezes relacionada com fatores genéticos e hormonais.
Quais são as causas mais frequentes
Existem diferentes tipos de alopecia. Entre os mais frequentes nas mulheres destacam-se:
Alopecia androgenética feminina
É a forma mais comum. Tem uma componente hereditária e evolui lentamente ao longo dos anos. O cabelo vai ficando progressivamente mais fino e menos denso, sobretudo na zona central do couro cabeludo.
Deflúvio telógeno
Trata-se de uma queda de cabelo mais acentuada, mas geralmente temporária. Pode surgir após situações de stress físico ou emocional, parto, doença, cirurgia, alterações hormonais ou mudanças sazonais. Na maioria dos casos, o cabelo volta a crescer ao longo de alguns meses.
Existem também outros tipos de alopecia, menos frequentes, que podem estar associados a doenças do couro cabeludo ou a alterações do sistema imunitário.
Como é feito o diagnóstico
Quando a queda de cabelo é persistente ou significativa, é aconselhável procurar avaliação médica.
O diagnóstico é geralmente feito por um dermatologista, através da observação do couro cabeludo e da análise do padrão de queda do cabelo. Em alguns casos podem ser necessários exames adicionais, por exemplo para avaliar possíveis alterações hormonais ou défices nutricionais.
Identificar corretamente a causa da alopecia é essencial para escolher o tratamento mais adequado.
Procure um dermatologista da rede ADSE com a ferramenta Pesquisa de Prestadores:
- No campo Grupo de cuidado de saúde, selecionar “Consultas de Especialidades”
- No campo Subgrupo de cuidado de saúde, selecionar “Dermato-venereologia”
- E, por fim, escolha a localização pretendida.
Ao efetuar o agendamento, confirme com o prestador a convenção com a ADSE.
Que tratamentos existem?
O tratamento depende do tipo de alopecia e da sua gravidade. O objetivo é travar a progressão da queda, estimular o crescimento do cabelo e melhorar a densidade capilar.
Entre as opções terapêuticas podem incluir-se:
- medicamentos de aplicação tópica no couro cabeludo
- medicação oral em situações selecionadas
- suplementos nutricionais, quando existe défice comprovado
- transplante capilar em casos específicos, com técnicas adaptadas às mulheres.
O acompanhamento médico é importante para avaliar a evolução e ajustar o tratamento quando necessário.
O impacto na autoestima
A perda de cabelo pode ter um impacto importante na autoestima e na imagem pessoal. Para muitas mulheres, o cabelo está fortemente associado à identidade e ao bem-estar.
Por isso, além do tratamento médico, é importante falar sobre o problema e procurar aconselhamento adequado. Em muitos casos, o diagnóstico precoce e o tratamento podem ajudar a controlar a evolução da alopecia.
Saber mais:
- Grupo Português de Tricologia e Onicologia (grupo especializado da SPDV dedicado às doenças do cabelo)
- Ordem dos Farmacêuticos – Centro de Informação do Medicamento > Alopecia androgenética Terapêutica em homens e mulheres
- Faculdade de Medicina da Universidade do Porto – Alopécia areata – METIS (informação médica para doentes)