Cancro do pulmão: prevenir começa por não fumar
Assinalado a 1 de agosto, o Dia Mundial do Cancro do Pulmão alerta para a importância da prevenção e da deteção precoce de um dos tipos de cancro mais frequentes.
O cancro do pulmão começa quando algumas células deste órgão sofrem alterações e se multiplicam de forma descontrolada. Existem diferentes tipos de cancro do pulmão, que podem crescer e evoluir de formas distintas, exigindo também diferentes abordagens de tratamento.
O tabaco é o principal fator de risco
A maioria dos fatores de risco associados ao cancro do pulmão está relacionada com o consumo de tabaco. O risco depende, entre outros aspetos, da idade em que a pessoa começou a fumar, do número de anos de consumo e da quantidade de tabaco consumida.
Fumar cigarros, charutos ou cachimbo aumenta o risco de desenvolver a doença. A exposição ao fumo do tabaco de outras pessoas, conhecida como tabagismo passivo, também representa um risco para a saúde.
A melhor forma de prevenir o cancro do pulmão é não começar a fumar ou deixar de fumar. Mesmo após muitos anos de consumo, parar de fumar reduz o risco e traz benefícios para a saúde. Nunca é tarde para deixar o tabaco.
Existem outros fatores de risco
Embora o tabaco seja o principal fator de risco, existem outros fatores que podem aumentar a probabilidade de desenvolver cancro do pulmão:
- Exposição prolongada ao fumo do tabaco
- Exposição ao radão
- Contacto profissional com amianto ou outras substâncias nocivas
- Exposição a determinados poluentes atmosféricos
- Algumas doenças pulmonares
- Antecedentes pessoais ou familiares de cancro do pulmão.
Nos locais de trabalho onde exista risco de exposição a substâncias perigosas, é fundamental utilizar os equipamentos de proteção e cumprir as normas de segurança.
Esteja atento aos sinais
Numa fase inicial, o cancro do pulmão pode não provocar sintomas. Quando surgem, os sinais podem ser confundidos com outros problemas respiratórios.
Consulte um profissional de saúde se apresentar:
- Tosse que não desaparece ou que se agrava
- Tosse acompanhada de sangue
- Dor persistente no peito
- Falta de ar ou rouquidão
- Pneumonias ou bronquites recorrentes
- Inchaço do pescoço ou do rosto
- Perda de apetite ou de peso sem explicação
- Cansaço persistente.
Estes sintomas podem ter outras causas e não significam necessariamente que existe um cancro. No entanto, devem ser avaliados o mais cedo possível. Não espere pelo aparecimento de dor para procurar aconselhamento médico.
E quanto ao rastreio?
O rastreio é realizado em pessoas que não apresentam sintomas e procura detetar alterações numa fase inicial. No caso do cancro do pulmão, pode ser recomendado a pessoas com risco elevado, sobretudo devido à idade e ao historial de tabagismo, recorrendo geralmente a uma tomografia computorizada de baixa dose.
A decisão de realizar este rastreio deve ser avaliada por um profissional de saúde, tendo em conta os fatores de risco e a situação clínica de cada pessoa.
O rastreio não substitui a avaliação médica perante sintomas. Se notar uma alteração persistente, procure um profissional de saúde.
Se existe um motivo de preocupação, não espere
Se apresenta sintomas persistentes, tem antecedentes de tabagismo ou existe algum motivo de preocupação, procure aconselhamento médico. Pode encontrar uma consulta de pneumologia na Pesquisa de Prestadores da Rede ADSE. Em alternativa, consulte um profissional da sua escolha e submete a despesa para comparticipação, através de um pedido de reembolso.
Na prevenção, no diagnóstico, no tratamento e no acompanhamento, os doentes oncológicos podem contar com o apoio da ADSE.
Neste Dia Mundial do Cancro do Pulmão, não se esqueça: não fumar, evitar a exposição ao fumo do tabaco e estar atento aos sinais são medidas essenciais para proteger a sua saúde.